Governo federal cria programa voltado à qualificação de conselheiros nacionais de políticas públicas
Contribuir para a formação qualificada de conselheiros nacionais de políticas públicas, gestores do governo federal e representantes de organizações da sociedade civil. Para cumprir este objetivo, a Secretaria-Geral da Presidência da República criou o Programa de Formação de Conselheiros Nacionais. O lançamento oficial da nova ação ocorrerá no mês de julho, em Brasília (DF), mas já estão abertas as inscrições para a primeira de suas atividades – um curso de atualização.
O curso “Participação, Democracia e República”, promovido pela Secretaria-Geral da República em parceria com Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), será realizado de 30 de junho a 25 de julho. Serão disponibilizadas 400 vagas para alunos de qualquer escolaridade. As inscrições podem ser feitas até dia 25 de junho pelo site www.ufmg.br/conselheirosnacionais. Os participantes receberão certificado expedido pela UFMG.
Durante o lançamento oficial do Programa de Formação de Conselheiros Nacionais, marcada para o dia 08 de julho, no Palácio do Planalto, será realizado o primeiro de um ciclo de seis debates trimestrais, com o tema “Democracia, República e Participação Social”. Os debates serão transmitidos pela internet como complemento às atividades letivas do curso.
Além do curso de atualização e dos debates, será oferecido um curso de pós-graduação em “Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais”, nas modalidades Especialização e Aperfeiçoamento. O curso de pós-graduação será realizado pela UFMG com a tecnologia de Educação a Distância. O programa prevê também a publicação de livros temáticos, resultantes das exposições do Ciclo de Debates e das melhores monografias apresentadas pelos alunos do Curso de Especialização.
Aberto processo seletivo para estagiários na Defensoria Pública em Palmas - TO...
A Defensoria Pública do Estado do Tocantins está com edital aberto até dia 02 de julho para inscrição para o processo seletivo de estagiários dos cursos de: Direito, Psicologia e Serviço Social. O estágio será remunerado. São R$ 380,00 reais mensais, 20h semanais, duração de 10 meses e os candidatos devem estar cursando a partir do 5º período.
O estagiário vai atuar na participação da efetivação do projeto “Cadeias da Liberdade” que tem como objetivo prestar atendimento jurídico gratuito e ágil para presos provisórios e apenados que não possuem condições financeiras para contratar advogados, propiciando agilidade aos processos na concessão de benefícios, assegurando os direitos que lhes são resguardados.
As inscrições podem ser feitas no site da Defensoria www.defensoria.gov.br através do preenchimento de um formulário FORMULÁRIO - disponível aqui - e que posteriormente - dia 02 de julho - deverá ser entregue no Centro de Estudos Jurídicos, localizado dentro do prédio da Defensoria Pública em Palmas, situado na 104 Sul, Rua SE 09, nº. 39.
É importante ressaltar que o estágio é extracurricular.
Caros colegas, não é possível deixar passar em branco mais um posicionamento absurdo da nossa categoria.
Confirmando a minha tese de que “em casa de ferreiro espeto é de pau”, é igual no Serviço Social. No ultimo dia 11, fiquei sabendo de um fato que é inédito, as pessoas se superam: conseguem ter pré-conceito do pré-conceito. Em vários sites dos Conselhos Regionais de Serviço Social, mais em específico do CRESS de SP, no painel de empregos, é apresentada uma vaga na área da saúde para assistentes sociais. Até ai, nada de novo, mas o anuncio trazia como um dos requisitos para concorrer à vaga:
Instituição/empresa:
O Hospital Universitário da USP
Descrição:
Processo Seletivo Salário R$3.134,22 Regime CLT
Requisitos:
Possuir o curso de graduação em Serviço Social, na MODALIDADE PRESENCIAL, com carga horária mínima fixada pelo MEC Registro no CRESS. Conhecimentos de informática. Informações completas e ficha de inscrição através do edital HU 59/2008
Site: http:// www.hu.usp.br
Notem, um salário razoável, uma área interessante, mas atenção para o item requisitos: “possuir o curso de graduação em serviço social, na modalidade presencial”. Eu posso estar errado, sei lá, síndrome de perseguição, como já me falaram uma vez, mas o pessoal consegue ter pré-conceito mesmo não tendo pessoas formadas na modalidade EaD, ou seja, pré-pré-conceito. E me desculpe as colegas, mas já trabalho a mais de 20 anos área organizacional, principalmente em RH, fiz uma ocasião uma pesquisa sobre os anúncios de vagas para assistentes sociais, inclusive de jornais deste mesmo conselho, que fiz parte um dia como membro de uma de suas diretórias, e nunca vi este tipo de “requisito”. Meus amigos e amigas, onde vamos parar???? É preciso ter uma visão mais ampla e contextualizada pois, já existe RESIDÊNCIA MÉDICA À DISTÂNCIA, JUIZES ESTÃO JULGANDO PRESOS À DISTÂNCIA, E VARIOS OUTROS TIPOS DE SERVIÇOS SÃO REALIZADOS NA MODALIDADE À DISTÂNCIA POR UMA VARIEDADE ENORME DE PROFISSIONAIS SEM NENHUMA PERDA DE “QUALIDADE”.
Muitos afirmam que ser formado, tanto na graduação como na pós-graduação na modalidade presencial, é que dá mais “qualidade à formação profissional”. Alguns dizem que até aceitam pós- semipresencial, outros até toleram pós em EaD, mas graduação jamais…Na verdade, tanto pós-graduação como graduação, o que temos que entender é que o termo, distância é mais um conceito pedagógico do que físico e geográfico, e sinceramente, o fato da pessoa estar presente não significa que o seu aproveitamento será melhor. Na verdade, eu tenho cada vez mais me decepcionado com alunos, principalmente de pós-graduação, não só de Serviço Social, que é presencial no projeto pedagógico, pois uma grande parte, não todos é claro, mais faltam e se ausentam do que efetivamente participam do processo.
Quando não, esta com o corpo presente (tipo velório) mas a mente e alma estão em outros lugares. Logo, estar presente, ou semipresente, não quer dizer que seja sinônimo de “qualidade”. Além do que, o curso à distância não é para qualquer pessoa, é preciso saber se organizar e ter antes de tudo, disciplina, para organizar melhor os horários de estudo, que não se limitam as teleaulas, e também se organizar em grupos de estudos para aprofundar os elementos e tópicos programados. Neste sentido temos que abrir nossa visão e não sermos “conservadores”, problemas existem? Lógico que sim, principalmente quando algo ainda é novo, mas será que o presencial é 100%?
Lógico que não, em tudo precisamos primar pela ética, qualidade e seriedade, o que, depende mais de cada pessoa e organização. O que não dá, é dizer uma coisa e fazer outra, ou seja, casa de ferreiro… Vamos ser congruentes minha gente.
Pois acredito que temos que abrir os olhos para outras possibilidades, a EaD pode não ser a solução/salvação, mas creio que pode ser uma alternativa, na medida em que procuramos dominar essa estratégia e colocamos ela a nosso favor, ficar na negação, e no pré-pré-conceito, com certeza não trará solução, muita retórica sem efetiva ação é mera pretensão, o que não move e não transforma nada, é preciso fazer mais do que só ser contra ou a favor, além de não esquecer de que na outra ponto, os alunos e futuros profissionais formados nesta modalidade são também cidadãos, em busca de uma vida melhor e que conseguiram acessar um direito que é a educação por esta modalidade, como fica não poder concorrer a uma oportunidade de emprego por que foi formado numa modalidade que não é a presencial????? E os direitos, e a luta contra a discriminação?
Tenho Ouvido muito o seguinte argumento, “não somos contra os alunos de EaD, e sim a modalidade EaD”, mas como isso pode ser separado se os alunos fazem parte desse processo? Se alguém souber, esta aberto o espaço...
Pelo professor Edson Marques em relação ao curso Ead...
não deixem de ler!
Nos dias 14 e 15 de maio, participei de uma comemoração relacionada ao dia do Assistente Social. Evento realizado em Palmas- TO, promovido pelo CRESS. No dia 14 tivemos a presença da presidente do CFESS, Profa. Dr. Boscheti. Tive a oportunidade de fazer três perguntas, após ela ter considerado o curso de EaD como uma ameaça nacional ao projeto ético político do Serviço Social, ser ilegal, e não permitir a formação dentro das diretrizes e sem ética e de baixa qualidade, além de dizer que os professores de EaD não “são docentes”.
As perguntas foram:
a) para chegar às conclusões e ação do manifesto, foi realizando algum estudo, levantamento, pesquisa? Esta manifestação, esta considerando que os mais de 60.000 alunos em EaD de Serviço Social são cidadãos, e merecem o devido respeito, pelo direito e acesso a educação, como direito social?
b) se os cursos são ilegais, por que o MEC está aprovando os mesmos, pois faço parte dos avaliadores do MEC e nenhum curso é autorizado sem a devida avaliação;
c) Por que a discriminação com o curso de EaD na graduação no Serviço Social, sendo que a mais de quatro anos o CFESS e a UnB promovem um curso de EaD em pós-graduação?
As respostas:
a) temos alguns indicativos de situações que estão ocorrendo…”
b) “… se o MEC aprova é problema dele, nós somos contra…”;
c) ” uma coisa é a graduação, profissionais que ainda não são formados, outra é a pós-graduação que são profissionais formados…”
CONCLUSÃO - casa de ferreiro….
Os nossos representantes, contraditoriamente ao que tanto se incentiva para os nossos alunos e profissionais, julgaram, condenaram e agora estão convocando toda a categoria a aderir um processo de negação com base em “boatos” (indicativos…), e pior com base em situações episódicas. Não sei vocês mas isso é claro, se você não conhece um determinado fenômeno, não faz uma investigação e não apresenta dados consistentes, só tem um nome, PRÉ-CONCEITO, isso sim é ante ético. Se falou muito sobre qualidade, se é assim vamos por na mesa a “qualidade” dos cursos de presenciais? Como dizer que não há ética e qualidade na formação em EaD se ainda não há profissionais formados? Fala-se de precarização do ensino e da privatização da formação profissional, no auditório do evento, solicitei para que os presentes, cerca de 100 pessoas, que levantasse a mão que estava, ou havia se formado em Serviço social numa faculdade pública. Não preciso dizer que só “meia dúzia” levantou a mão... Ora, se não fosse a iniciativa privada, não teríamos nem a metade dos profissionais que temos hoje. Com isso não estou dizendo que aprovo esse processo, mas essa “denuncia” é vazia e sem sentido num país que têm só 10% no ensino superior. Temos que trabalhar com a nossa realidade, e dar qualidade ao que existe.
Vamos mudar a retórica bem como as ações. A EaD é uma estratégia, tanto para graduação como pós-graduação, não há diferença no tocante a análise pedagógica.
Estamos no século XXI, as relações sociais não estão sendo substituídas pelas máquinas, mas as tecnologias estão permitindo gerar novas formas de interação social, a EaD é uma destas possibilidades.
Vamos ficar espertos/as quanto ao que se tem escrito e as convocações sem fundamentação de nossos representantes, vamos exigir mais qualidade destas representações.
Em tempo, devemos exaltar e parabenizar o CFESS pela campanha de abertura do concurso no INSS, no referido evento foi lido um documento que confirma o concurso com cerca de 1.400 vagas. Ao meu ver esse sim é o papel do CFESS, ou uma outra campanha, que creio seria melhor e mais adequado do que sermos contra a EaD, seria o NOSSO PISO SALÁRIAL….
Não é exatamente uma CRÍTICA ao modelo de educação tradicional, mas sim uma PROVA de que, MUITA coisa tem que mudar e MUITOS têm de ACEITAR as inovações, o moderno, e, finalmente, a EVOLUÇÃO.
Um bom fim de semana a todos e não deixem de assistir ao vídeo...
CICLO DE ESTUDOS EM SERVIÇO SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE
Alessandra Ruita Santos Czapski
Suely Cabral Quixabeira Araújo
Jaqueline Carvalho Quadrado
Resumo
O Projeto de Ciclo de Estudos em Serviço Social na contemporaneidade objetiva contribuir e enriquecer a formação dos acadêmicos de Serviço Social da Fundação Universidade do Tocantins – UNITINS, viabilizando e incentivando o acadêmico conhecer a atuação contemporânea dos profissionais de Serviço Social que atuam e desenvolvem trabalhos em áreas diversas. O projeto também proporciona fundamentos práticos para que o acadêmico possa analisá-los e então embasar sua atuação futura, tendo em vista, que as entrevistas com profissionais do Serviço Social de diversas áreas se tornam mais uma vertente extensiva à formação acadêmica.
Introdução
Acreditando ser de fundamental importância que o aluno de Serviço Social contextualize a história e apreenda as bases teórico-metodológicas durante a sua formação acadêmica para aliar essas bases ao conhecimento de contextos históricos, objetivando a compreensão das relações sociais e econômicas das sociedades, torna-se imprescindível a necessidade da aproximação do acadêmico com a práxis contemporânea, uma vez que a integração desses vetores na formação acadêmica permite um salto qualitativo no aprendizado de: estratégias, táticas e técnicas, planejadas e implementadas no desenvolvimento das atividades profissionais do assistente social. Essa profissão atua de forma interventiva junto as políticas públicas e sociais destarte, é mister demonstrar ao acadêmico os entraves, as facilidades, e o papel da profissão de Serviço Social, bem comoas tendências de mercado para a profissão, visando projetar para o acadêmico uma reflexão que permita estimular a medição necessária para uma análise do exercício da profissão.
Segundo Iamamoto (1998), o maior desafio na atualidade contemporânea é transitar da bagagem teórica acumulada, para o enfrentamento e atuação da profissão na realidade, dispensando uma atenção maior as estratégias, técnicas e táticas utilizadas pelo Assistente Social, uma vez a especialidade e complexidade dos temas alvo de estudo e ação do Serviço Social Contemporâneo, podem resultar em repostas para as demandas apresentadas à profissão.
Nesse sentido, devemos o interesse para essas discussões do acadêmico. Portanto, é fundamental para uma base de formação sólida e qualitativa, as entrevistas, debates, mesa redonda, o fórum e os informes que serão apresentados aos alunos através deste projeto, possibilitando que a atuação futura dos acadêmicos esteja alicerçada em conhecimento fundamentando seu futuro exercício profissional.
Objetivo geral e específicos
O objetivo do projeto é propiciar visibilidade ao acadêmico de Serviço Social acerca da atuação profissional do Assistente Social em diversas áreas, focando os aspectos: metodológicos, éticos, políticos e instrumentais utilizados pelos profissionais de Serviço Social. É apontado ainda de modo relevante o planejamento de suas ações e estratégias elaboradas e implementadas no desenvolvimento das ações profissionais, como também a atuação e as relações articuladas pelos profissionais dentro do contexto institucional em que se insere, levando em conta os fatores políticos e econômicos.
Aos acadêmicos com dificuldade de acesso a eventos (seminários, congressos, palestras, encontros estudantis e etc...), é dado oportunidade de completar algumas horas de Atividades Complementares exigidas na graduação do curso de Serviço Social, uma vez que, cada palestra exibida conta como duas horas na carga horária.
A finalidade é demonstrar aos acadêmicos, como se dá a atuação profissional no mercado de trabalho contemporâneo, destacando a importância da interdisciplinaridade no campo de atuação do Assistente Social e sua atuação no 3ºSetor. Para isso é preciso potencializar o desenvolvimento de suas atividades para enfrentar os entraves, e implementar estratégias.
Público-alvo
Todos os alunos que estejam cursando o 1º e o 5º período do curso de Serviço Social da Fundação Universidade do Tocantins – UNITINS.
Referencial Metodológico
O projeto se desenvolve em momentos distintos. No primeiro momento são realizadas, palestras, entrevistas semi-estrutruradas com diversos profissionais do Serviço Social, que implementam políticas sociais nas áreas da criança e adolescente, judiciário, educação, saúde, assistência social, e área rural, e atuam em instituições estatais, empresas privadas e organizações não governamentais, identificando suas ações e a interação do Serviço Social com essas instituições, qual seu publico alvo, quais suas demandas, quais mais requisitadas, os entraves encontrados pelos Assistentes Sociais e resultados alcançados. Neste momento é suscitado discussões acerca da interdisciplinaridade dos profissionais e as considerações finais dos entrevistados.No segundo momento, são realizadas mesas redondas com a finalidade de debater as ações profissionais do Serviço Social que atuam no terceiro setor em Organizações Governamentais e Não Governamentais, objetivando destacar atuações nessa área que primam pela construção de uma práxis que vise a transparência na gestão e a fiscalização na implementação dos recursos financeiros nos âmbitos público e privado, e a atuação desses setores nas políticas públicas e sociais.No terceiro momento é realizado um Fórum, com os acadêmicos do Serviço Social através do Portal da UNITINS – EDUCON, para discutir as percepções sobre os temas abordados durante as entrevistas e outros eventos do projeto. São realizados ainda, Informes e Chamadas (Agenda) no vídeo, objetivando suscitar a participação dos alunos em acontecimentos da área social, e incentivar os mesmos na elaboração, planejamento e organização de eventos (como Seminários e Congressos) em seus Estados e Municípios, bem como a participação nos já programados por diversas instituições.
Conteúdo Programático
Os alunos assistiram durante os semestres 2007/1 e 2007/2, duas palestras e dez entrevistas. Dessas palestras podemos pontuar algumas as quais os temas foram pertinentes a atuação do Serviço Social em diversas áreas como: Assistência Social com a Superintendente do Desenvolvimento e Trabalho Social da Secretaria de Assistência Social do Estado do Tocantins, Assistente Social Régina Mercês Rodrigues, Sistema Único de Assistência Social- SUAS com a Assistente Social do Hospital Dona Regina de Palmas Cristina Prestes, Atuação do Serviço Social na Habitação com o Assistente Social da Secretaria de Habitação do Município de Palmas Valdeir dos Santos,papel dos Centros de Referência da Assistência Social com a Coordenadora dos CRAS de Palmas Assistente Social Janethe Sales, atendimento do Serviço Social no ambulatório do Henfil coma Assistente Social Maria Rita, A atuação do Assistente Social naárea rural com Assistente Social Laiana Souza do Instituto Rural do Tocantins- Ruraltins, a atuação do Assistente Social na Política de Assistência Social com a Assistente Social Janaína Costa da Secretaria da Cidadania e Justiça, a atuação do Assistente Social na Polícia Militar com Glaucilene Santana, a atuação do Assistente Social na área da Saúde com Assistente Social Joelma Dalaqua do Hospital Dona Regina,foi realizado uma mesa redonda sobre interdisciplinaridade entre as profissões afins do Serviço Social como a Psicologia com as Assistente do Centro Sócio- Educativo de Palmas Elizângela Glória e a psicóloga Ariane Glória,e ainda as profissionais do Hospital Dona Regina, Joelma Dalaqua e a psicóloga Simone. Ocorreram também informes aos alunos acerca do curso, da importância da pesquisa, dos estudos e da participação em eventos, chamadas sobre o dia do Assistente Social e datas importantes para a profissão. Dentre as palestras podemos apontar a palestra sobre Assistência Social com o Silvio Yung presidente do Conselho Nacional da Assistência Social, mediada pela professora Fátima Brasileiro.
Organização curricular
Os temas dos eventos organizados e transmitidos aos alunos do curso de Serviço Social são pertinentes a formação acadêmica, destacando os conteúdos teóricos metodológicos trabalhados com os alunos na universidade tais como: políticas públicas, políticas sociais, lei Orgânica da Assistência Social, Sistema Único de Assistência Social, Estatuto da Criança e Adolescente, Constituição Federal 1988, entre outros temas, relacionando esse referencial teórico com os instrumentais técnicos operativos, que possibilitam a criação de estratégias para articulações na atuação contemporânea, todos esses elementos organizados como temas de discussão, foram trabalhados nos eventos, reforçando o posicionamento ético político dos profissionais.
Avaliação da aprendizagem
A avaliação dos temas debatidos nas mesas redondas, nas entrevistas e palestras transmitidas foram explicitadas no fórum sobre Ciclo de Estudos em Serviço Social na Contemporaneidade onde estes pontuaram a importância do ciclo para a complementação da carga horária das Atividades Complementares e o aprendizado acerca dos temas, apontando o projeto como excelente.
Conclusão
O acadêmico do Curso de Serviço Social, deve se graduar com competência para propor, articular e negociar seus projetos em seu campo de trabalho, demonstrando fundamentação, para detectar as tendências e possibilidades nas diversas áreas de atuação.
Verifica-se que os resultados obtidos no Ciclo de Estudos em Serviço Social na Contemporaneidade, alcançaram sete mil acadêmicos do curso de Serviço Social, sendo certificados com trinta horas de carga horária para as atividades complementares.
Nesse contexto, entende-se que somente a partir da formação acadêmica, antenada com a sintonia do mercado de trabalho contemporâneo, o assistente social esteja preparado para responder as demandas apresentadas para esses profissionais, para tal, exigindo-se a busca do conhecimento para o cumprimento do exercício profissional.
MANIFESTO EM DEFESA DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL NO SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA
(...) transformai-vos pela renovação do vosso entendimento ...
(Apóstolo Paulo)
Aprendemos que a história do Serviço Social na América latina e a sua consolidação como profissão têm sido marcadas, assim como a própria sociedade, por contradições e, por conseguinte, pelas intermináveis lutas contra as estruturas condicionantes da desigualdade social entre as classes (BURIOLLA, 2006, p.86), pela busca do estabelecimento do cidadão enquanto sujeito de direitos, por uma sociedade mais justa, igualitária e equânime.
Nessa perspectiva, convidamos o Conselho Federal de Serviço Social - CFESS, bem como todos os CRESS espalhados pelo Brasil, a refletir sobre a outra face do sistema Ensino a Distância – EAD, que nos parece estar ofuscada aos olhos desses órgãos, visto que emitem pareceres e deliberam posicionamentos intransigentes sobre a referida modalidade de ensino; concebemos que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados (William Shakespeare).
Outrossim, lembramos dos princípios que permeiam a Educação no País e que, claramente, ou por analogia, norteiam a formação e, conseqüentemente, a profissionalização dos assistentes sociais, a saber: a) princípio do pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino ((Constituição Federal Brasileira de 1988, Art. 206, inciso III) – contraria o argumento rígido do CFESS que superestima o ensino presencial e público, imprimindo-lhe a imagemestereotipada de excelência e supremacia, em detrimento do ensino a distância e privado, outorgando a este o estigma de mercantilista e precário – todo extremo é perigoso - daí a necessidade de conhecer bem o que se está criticando e desprezando com tanta veemência, afinal, também há cursos de Serviço Social presenciais em universidades públicas e em faculdades privadas com graves deficiências e há bons e maus profissionais formados por elas; b) princípio da indissociabilidade entre ensino (CF/88, Art. 207) – entende-se que as modalidades de ensino não devem estar desagregadas, uma nãoinvalida a outra, assim, não seria mais coerente lutar pela obrigatoriedade da associação, da complementaridade entre os sistemas? c) princípio do apreço à tolerância (Lei nº 9.394/1996 -Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) – ao orientar, e até determinar, que os CRESS e os profissionais da área abominem o EAD, não estaria o CFESS sendo intolerante e descumprindo a Lei? Não deveria esse Órgão dar exemplo e funcionar como Tribunal Superior de Ética Profissional(Lei de Regulamentação da Profissão - n° 8.662/1993, Art. 8°, inciso V)? (...) com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado (Shakespeare); d) por fim, citamos alguns dos tão relevantes princípios basilares preconizados peloCódigo de Ética do Assistente Social (Resolução CFESS n. 273/1993), cuja clarividência dispensa qualquer explanação:
(...) recusa do arbítrio e do autoritarismo; Posicionamento em favor da equidade (...) que assegurem universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática; empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade (...) e à discussão das diferenças; opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classe (...); exercício do Serviço Social sem (...) discriminar, por questões de inserção de classe social (...).
Com obviedade, estes princípios não são aplicáveis apenas no que diz respeito ao exercício da profissão dos assistentes sociais em relação aos usuários da Assistência Social, mas também àqueles que a exercem no âmbito de atuação dos órgãos e entidades representativas da categoria profissional.
Portanto, já que todos nós, CFESS, CRESS, profissionais de Serviço Social e alunos do curso em todo o país, desejamos concorde e fervorosamente ter compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional (Código de Ética - princípio fundamental) – vale ressaltar que a necessidade de formação continuada é para todos - e, além disso, considerando que devemos ser propositivos e interventivos, em meio à contradição intrínseca do Serviço Social, propomos que os Conselhos convidem os alunos para sentarem-se à mesa e juntos, como iguais, buscar as mudanças e as negociações justas e razoáveis frente às instâncias legislativas, normativas e executoras das políticas de educação do Brasil.
Respeitosamente,
Alagoinhas, 07 de junho de 2008.
Alunos dos cursos de Serviço Social na modalidade à distância (EAD) do Município de Alagoinhas/BA – na defesa da união de forças entre órgãos e entidades representativas dos profissionais de Serviço Social e estudantes da área para efetivação de políticas públicas que assegurem uma formação profissional de qualidade
A presente obra é fruto de uma pesquisa realizada no curso de doutorado em Serviço Social na Unesp, Franca-SP, no Programa de Pós-Graduação de Serviço Social, no período de março de 2002 a fevereiro de 2004. A modalidade de pesquisa foi de estudo multi-caso e de uma abordagem qualitativa, ou seja, procurei investigar mais os aspectos qualitativos do que quantitativos, e para tanto selecionei casos que se mostraram exemplares em relação ao conceito e prática do empreendedorismo social no Brasil.
Foi possível captar a percepção e entendimento do que é empreendedorismo social para este grupo exemplar e traçar um perfil e as estratégias e ferramentas que muitos empreendedores sociais estão aplicando com sucesso em várias partes do Brasil e do Mundo, além de identificar padrões teóricos e metodológicos e apresentar uma formatação sistematizada do que é, ou do que esta se formado como o entendimento de empreendedorismo social e seu impacto presente e futuro no campo da gestão social, em geral, e no combate a pobreza e exclusão social, em específico.
Outro ponto importante é que a pesquisa permitiu detectar que o empreendedorismo social emerge de um contexto paradoxal. Ao mesmo tempo vemos que a ciência não dá conta de responder tudo, e para surpresa de muitos que julgavam a religião superada, cresce a busca pela espiritualidade.
É o homem e a mulher em busca de sentido para sua vida. Neste epicentro, várias pessoas ou grupos, tentam levantar alternativas que façam frente a este grande paradoxo. É neste cenário que surge o empreendedorismo social. Empresários, ativistas, governo e sociedade organizada, buscam juntar forças para construir um mundo melhor.
Quero que este livro seja um livro de reflexão, sem ser enfadonho e demasiadamente teórico, quero que seja um manual, sem ser extremamente pragmático e superficial, ou meramente um receituário; enfim que possa ser consultado e aplicado, pois conhecimento que não possa ser aplicado na vida prática e no cotidiano, de modo simples, não é conhecimento humanizado e contextualizado. Quero que ele sirva de ponto para aprofundamentos, debates, mas sobre tudo, que seja considerado um dialoga e uma ferramenta que possa inspirar e auxiliar a gerar outras ações.
Como afirma Klaus Schwab, o empreendedor social é “...aquele que promove mudanças que servem à comunidade através da identificação de novos processos, serviços e produtos, criando formas de sustentabilidade e replicabilidade da atividade e/ou solução encontrada.” (www.schwabfound.org). Sem dúvida essa é a grande característica e fator de identificação do empreendedorismo social, ou seja, a intenção permanente de criar inovação e fazer com que ações sejam replicadas, ou seja, multiplicadas. De coração, espero que este livro seja um motivador e estimulador para geração de novas idéias, novas ações, e motivação para o surgimento de novos empreendedores sociais, pois o nosso tempo nunca necessitou tanto deste tipo de líder.
Uma ótima leitura,
PROF. DR. EDSON MARQUES OLIVEIRA
(Doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP Mestre em Serviço Social pela PUC-SP Bacharel em Serviço Social pela Fac. Paulista de Serviço Social de SP Coach Internacional pela Lambent do Brasil e membro da ICC Professor universitário, graduação e pós-graduação a 12 anos Membro do grupo de avaliadores do INEP/ME Consultor/palestrante junto às temáticas: gestão social, empreendedorismo e responsabilidade social, Planejamento Estratégico, Gestão de Projetos e Plano de Negócio Social, Gestão organizacional, RH e Coaching. Vencedor Prêmio Ethos/Valor, 2007 categoria Projetor/Projeto de Extensão.)
Matéria publicada no Jornal Mulheres em maio de 2008
“Não se pode ser feliz fugindo da vida!”
Vingínia Woolf
As mulheres têm conquistado, embora em tempo lento, direitos sociais que precisam ser, além de preservados, almejados. O movimento de mulheres é antigo. Além de um “Dia Internacional”, as mulheres conquistaram, no início do século XX, em memória a uma brasileira feminista, nascida no dia 30 de abril de 1880, em Leopoldina - Minas Gerais, um “Dia Nacional da Mulher”. O que ocorreu pela lei nº 6.791/80, sancionada pelo então Presidente João Figueiredo.
O “Dia Nacional da Mulher”, 30 de abril; “Dia Internacional da Mulher”, 8 de março; O “Dia das mães” em maio, são ocasiões que, como em qualquer outra data reservada para homenagens, se abre um leque comercial muito forte. Tudo bem o fato de presentear simbolicamente à mãe, tia, amiga, mulher ou namorada pelas comemorações, mas isso não pode se sobrepor aos verdadeiros sentidos e significados dos dias de homenagens:uma reflexão sobre o mundo em que vivemos e da situação da mulher na sociedade. Isso pelo fato das datas estarem, de alguma forma, intimamente ligada a movimentos feministas em busca de dignidade e justiça igualitária de gênero.
Não se pode deixar de citar também o dia 24 de fevereiro de 1932, que foi um marco na história da mulher brasileira, pois, nessa data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem votadas. Atualmente, a ampliação da participação das mulheres está entre os novos projetos do 2º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. O preconceito em relação à candidatura de mulheres é menor do que se imaginava. De acordo com pesquisa divulgada pela Secretaria Especial de Política para Mulheres Uma maioria expressiva considera que a mulher é mais honesta e mais competente que os homens.
Mesmo com algumas conquistas, atualmente ainda se tem dados alarmantes.Estima-se que no Brasil a cada dia uma mulher é assassinada pelo seu companheiro. De cada três mulheres do mundo, uma já sofreu espancamento ou abuso sexual, segundo dados da ONU, 70% das mulheres vítimas de assassinato no mundo foram mortas por seus próprios companheiros.“A violência é o flagelo global melhor dividido, existe em todos os países, em todos os continentes e em todos os grupos sociais, econômicos, religiosos e culturais, em tal grau de brutalidade que deveria ser considerada pelos governos uma violação importante dos direitos humanos, assim como um problema prioritário de saúde pública”.
Segundo a Organização das Nações Unidas, 70% das mulheres assassinadas no mundo foram vítimas de seus companheiros. Um bilhão de mulheres já sofreu algum tipo de violência. É o equivalente à população inteira da Índia. Dois terços dos 876 milhões de analfabetos do mundo são mulheres. No deserto da Mauritânia, no norte da África a violência sexual não escolhe idade. As mulheres são frequentemente agredidas durante o percurso de quilômetros para buscar água. Todos os anos pelo menos três milhões de meninas são vítimas de um ciclo de violência. A mutilação, retirada do clitóris para evitar o prazer na mulher, é praticada em vários países africanos. Na Nigéria e no Irã, a suspeita de adultério leva centenas de mulheres à condenação de pena de morte por apedrejamento. No Paquistão, entre os radicais, o estupro coletivo continua sendo uma das formas de punição de mulheres consideradas desonradas, sem direito à defesa.
Anos e anos se passaram e enfim as Nações Unidas lançaram um plano de metas com o compromisso dos países de acabar com a violência contra a mulher até 2015. Espera-se que meninos de todos os países, desde cedo, através da educação não secxista dentro da escola, aprendam a respeitar as meninas.
Hoje, decorridos quase 100 anos, tanto o sacrifício das operárias de Nova Iorque quanto das lutas inconformadas que vieram depois delas resultou em grandes mudanças na forma como as sociedades absorvem a contribuição feminina em todos os setores.
No Brasil, em número, as mulheres são maioria: 51% da população. No entanto, ainda são tratadas como minoria. Mesmo assim “o grito de liberdade foi dado”. De acordo com a pesquisadora Gema Galgani Esmeraldo:
“A geração de 20, 30 anos, recebeu de presente toda a luta do feminismo e está vivendo num processo de autonomia. Atualmente, 47% das brasileiras trabalham. A mulher de hoje não tem um perfil único. Há mulheres que buscam afirmar as suas especificidades – são as negras, as indígenas, as rurais, as homossexuais, a adolescente, a mulher idosa...”.
Aos poucos a classe feminina vai chegando ao topo. O sucesso profissional já veio para muitas. Entre homens e mulheres na mesma função, um terço delas tem salários menores e metade já consegue ganhar o mesmo que eles. A conquista da igualdade salarial começa a ser percebida dentro do mundo corporativo. No mundo do judiciário, a presença do sexo feminino também tem crescido muito. Dados do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, afirmam que quase metade da magistratura do Estado é composta por mulheres e as servidoras já são maioria (53,8% nos Fóruns e no Tribunal). Para a especialista em carreiras Ligia Nery. “A mulher foi desafiada! Ela sabe que o preconceito existe e isso faz com que ela se supere e trabalhe no detalhe da sua perfeição. Ela realmente se torna cada vez mais bonita, mais saudável, mais competente e mais vibrante para se mostrar pronta para o trabalho”. Boa parte da mulher moderna não se sentiria realizada se fossem apenas donas-de-casa. A felicidade depende sim, além da realização amorosa, da realização profissional.
Dessa forma, em pleno século XXI, as mulheres conquistaram uma independência considerável. Conquistaram a Lei do divórcio, a Lei Maria da Penha, a Independência sexual (através dos métodos anticoncepcionais) e também conquistaram a independência financeira, quando resolveram entrar de “salto alto” no mercado de trabalho.
Uma característica marcante nas mulheres é a capacidade de compreender um contexto maior e de forma mais subjetiva que os homens, que são tão objetivos por natureza. Assim, é dentro dessa capacidade de subjetividade que a classe feminina acentua seu diferencial. É capaz de sentir e de sensibilizar... E mais! É capaz de transformar todas essas sensações em trabalho, e, claro, em uma eficiência e eficácia brilhantemente diferente do usual masculino. E são dessas ações brilhantemente diferentes que o mundo e as pessoas precisam. É claro que ainda se tem muito por fazer e por enfrentar, mas agora que já se sentiu o “gostinho doce” de algumas vitórias, retroceder, jamais! Portanto mulheres: Vale sim a pena lutar!