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DEBATE
AS RAZÕES DE IVANETE BOSCHETTI, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, CONTRA O EXAME DE PROFICIÊNCIA...
Breve análise do artigo
“Exame de proficiência: uma estratégia inócua”
Ivanete Boschetti, revista Serviço Social & Sociedade, edição nº. 94 – ANOXXIX – junho de 2008.
Ivanete Boschetti inicia seu artigo abordando a expansão desmesurada de cursos de graduação a distância e presencial, o que segundo ela, coloca em risco a formação de qualidade. Afirma também que talvez se esteja vivendo a maior expressão tendenciosa das reformas neoliberais, materializadas na reforma universitária; proliferação acelerada e desordenada de cursos presenciais e a distância; estímulo à expansão do setor privado em detrimento do ensino público.
Segundo ela, o ensino a distância vive um processo de expansão acelerada com a proposta de Reforma Universitária apresentada no governo Lula, iniciada em 2003 e 2004 e está em um momento de franca expansão no âmbito das instituições privadas e públicas. Para Ivanete o ensino a distância não assegura formação com qualidade como: educação como direito de todos e dever do Estado; indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; processo formativo básico como perspectiva de totalidade e apreensão critica da realidade; realização do estágio presencial (será que ela imagina que o estágio na modalidade Ead seja como?); etc.
De acordo com um levantamento feito pelos Cress em 2007, 5 (cinco) IES (Univali, Unitins, Unopar, Uniderp e UNC) ofertam cursos em pelo menos 15 Estados. Dados divulgados pela professora Marilda Iamamoto mostram que essas instituições são responsáveis por 27.156 vagas. Se a proporção permanecer, irá dobrar o quantitativo de profissionais em dez anos, que hoje está próximo dos 74 mil Assistentes Sociais.
Novamente segundo Ivanete, o Estado estabelece normas gerais e se exime da responsabilidade e dever de regulação no que se refere ao acompanhamento e avaliação, transferindo a responsabilidade para o mercado, indivíduo e para os Conselhos das profissões Regulamentadas.
Nesse contexto, Boschetti traz a reflexão do debate sobre o exame de proficiência, que, segundo ela, é apontado como mecanismo para tentar garantir a qualidade no exercício profissional, a partir da proliferação dos cursos de graduação a distância (notem que aqui ela não usa mais como exemplo a modalidade presencial apontada no início do artigo, significa dizer que, não adianta camuflar, a intriga é sim com o ensino Ead).
16 RAZÕES DE IVANETE BOSCHETTI, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, CONTRA O EXAME DE PROFICIÊNCIA:
ü Pode induzir instituições a estruturar seus conteúdos a partir do exame
ü Provocam o ranqueamento de cursos e instituições
ü Favorecem a proliferação de cursos preparatórios para os exames
ü Responsabiliza individualmente os profissionais pela ausência de qualidade no ensino e pela omissão do Estado
ü Não são capazes de avaliar completamente o conteúdo apreendido na universidade regular
ü Não tem possibilidades de avaliar todas as dimensões inerentes ao exercício profissional, sobretudo as habilidades técnicas
ü Considera apenas uma dimensão do conhecimento
ü Pode aferir um conhecimento em determinado momento, e logo se torna defasado
ü Encobre o real problema que deve ser enfrentado: lutar pela qualificação da formação
ü Instituem uma forma de regulamentação do mercado pelo mercado
ü Não impactam na mudança da oferta e da qualificação do ensino superior
ü Contribui para a permanência de cursos ruins, pois, fortalece a perspectiva de que cabe ao próprio egresso investir na sua capacitação necessária para ingressar no mercado de trabalho (e quem deve investir no egresso? O Estado? Seria ótimo se isso acontecesse, mas, é pura utopia... Ora, cabe a cada qual buscar sua capacitação, pois faculdade presencial alguma dá certificado de garantia de introdução no mercado de trabalho)
ü Só privilegia uma elite profissional já beneficiada pela estrutura de desigualdades socioeconômicas
ü Atribui aos Conselhos uma responsabilidade de “controle de qualidade” sendo que a função desses é a fiscalização do exercício profissional
ü Pode incitar animosidades entre os profissionais e o conjunto CFESS/CRESS
ü Dificuldades operacionais e práticas para que os Conselhos realizem os exames, pois o custo é alto, valor da inscrição seria elevado, as provas teriam que ser pelo menos duas ou três vezes ao ano (o que sobrecarregaria os Conselhos, segundo ela).
E você? O que acha das colocações da presidente do Conselho Federal de Serviço Social?
VOCÊ É A FAVOR OU CONTRA O EXAME DE PROFICIÊNCIA?
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 21h29
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ENQUETE

Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 19h39
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DEBATES
“Casa de ferreiro espeto é de pau”
Por Edson Marques Oliveira - Prof. Dr da UNITINS
http://blogs.universia.com.br/profedson/
Caros colegas, não é possível deixar passar em branco mais um posicionamento absurdo da nossa categoria.
Confirmando a minha tese de que “em casa de ferreiro espeto é de pau”, é igual no Serviço Social. No ultimo dia 11, fiquei sabendo de um fato que é inédito, as pessoas se superam: conseguem ter pré-conceito do pré-conceito. Em vários sites dos Conselhos Regionais de Serviço Social, mais em específico do CRESS de SP, no painel de empregos, é apresentada uma vaga na área da saúde para assistentes sociais. Até ai, nada de novo, mas o anuncio trazia como um dos requisitos para concorrer à vaga:
Instituição/empresa:
O Hospital Universitário da USP
Descrição:
Processo Seletivo Salário R$3.134,22 Regime CLT
Requisitos:
Possuir o curso de graduação em Serviço Social, na MODALIDADE PRESENCIAL, com carga horária mínima fixada pelo MEC Registro no CRESS. Conhecimentos de informática. Informações completas e ficha de inscrição através do edital HU 59/2008
Site: http:// www.hu.usp.br
Notem, um salário razoável, uma área interessante, mas atenção para o item requisitos: “possuir o curso de graduação em serviço social, na modalidade presencial”. Eu posso estar errado, sei lá, síndrome de perseguição, como já me falaram uma vez, mas o pessoal consegue ter pré-conceito mesmo não tendo pessoas formadas na modalidade EaD, ou seja, pré-pré-conceito. E me desculpe as colegas, mas já trabalho a mais de 20 anos área organizacional, principalmente em RH, fiz uma ocasião uma pesquisa sobre os anúncios de vagas para assistentes sociais, inclusive de jornais deste mesmo conselho, que fiz parte um dia como membro de uma de suas diretórias, e nunca vi este tipo de “requisito”. Meus amigos e amigas, onde vamos parar???? É preciso ter uma visão mais ampla e contextualizada pois, já existe RESIDÊNCIA MÉDICA À DISTÂNCIA, JUIZES ESTÃO JULGANDO PRESOS À DISTÂNCIA, E VARIOS OUTROS TIPOS DE SERVIÇOS SÃO REALIZADOS NA MODALIDADE À DISTÂNCIA POR UMA VARIEDADE ENORME DE PROFISSIONAIS SEM NENHUMA PERDA DE “QUALIDADE”.
Muitos afirmam que ser formado, tanto na graduação como na pós-graduação na modalidade presencial, é que dá mais “qualidade à formação profissional”. Alguns dizem que até aceitam pós- semipresencial, outros até toleram pós em EaD, mas graduação jamais…Na verdade, tanto pós-graduação como graduação, o que temos que entender é que o termo, distância é mais um conceito pedagógico do que físico e geográfico, e sinceramente, o fato da pessoa estar presente não significa que o seu aproveitamento será melhor. Na verdade, eu tenho cada vez mais me decepcionado com alunos, principalmente de pós-graduação, não só de Serviço Social, que é presencial no projeto pedagógico, pois uma grande parte, não todos é claro, mais faltam e se ausentam do que efetivamente participam do processo.
Quando não, esta com o corpo presente (tipo velório) mas a mente e alma estão em outros lugares. Logo, estar presente, ou semipresente, não quer dizer que seja sinônimo de “qualidade”. Além do que, o curso à distância não é para qualquer pessoa, é preciso saber se organizar e ter antes de tudo, disciplina, para organizar melhor os horários de estudo, que não se limitam as teleaulas, e também se organizar em grupos de estudos para aprofundar os elementos e tópicos programados. Neste sentido temos que abrir nossa visão e não sermos “conservadores”, problemas existem? Lógico que sim, principalmente quando algo ainda é novo, mas será que o presencial é 100%?
Lógico que não, em tudo precisamos primar pela ética, qualidade e seriedade, o que, depende mais de cada pessoa e organização. O que não dá, é dizer uma coisa e fazer outra, ou seja, casa de ferreiro… Vamos ser congruentes minha gente.
Pois acredito que temos que abrir os olhos para outras possibilidades, a EaD pode não ser a solução/salvação, mas creio que pode ser uma alternativa, na medida em que procuramos dominar essa estratégia e colocamos ela a nosso favor, ficar na negação, e no pré-pré-conceito, com certeza não trará solução, muita retórica sem efetiva ação é mera pretensão, o que não move e não transforma nada, é preciso fazer mais do que só ser contra ou a favor, além de não esquecer de que na outra ponto, os alunos e futuros profissionais formados nesta modalidade são também cidadãos, em busca de uma vida melhor e que conseguiram acessar um direito que é a educação por esta modalidade, como fica não poder concorrer a uma oportunidade de emprego por que foi formado numa modalidade que não é a presencial????? E os direitos, e a luta contra a discriminação?
Tenho Ouvido muito o seguinte argumento, “não somos contra os alunos de EaD, e sim a modalidade EaD”, mas como isso pode ser separado se os alunos fazem parte desse processo? Se alguém souber, esta aberto o espaço...
Um abraço,
Edson Marques Oliveira
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 13h35
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Pelo professor Edson Marques em relação ao curso Ead...
não deixem de ler!
Nos dias 14 e 15 de maio, participei de uma comemoração relacionada ao dia do Assistente Social. Evento realizado em Palmas- TO, promovido pelo CRESS. No dia 14 tivemos a presença da presidente do CFESS, Profa. Dr. Boscheti. Tive a oportunidade de fazer três perguntas, após ela ter considerado o curso de EaD como uma ameaça nacional ao projeto ético político do Serviço Social, ser ilegal, e não permitir a formação dentro das diretrizes e sem ética e de baixa qualidade, além de dizer que os professores de EaD não “são docentes”.
As perguntas foram:
a) para chegar às conclusões e ação do manifesto, foi realizando algum estudo, levantamento, pesquisa? Esta manifestação, esta considerando que os mais de 60.000 alunos em EaD de Serviço Social são cidadãos, e merecem o devido respeito, pelo direito e acesso a educação, como direito social?
b) se os cursos são ilegais, por que o MEC está aprovando os mesmos, pois faço parte dos avaliadores do MEC e nenhum curso é autorizado sem a devida avaliação;
c) Por que a discriminação com o curso de EaD na graduação no Serviço Social, sendo que a mais de quatro anos o CFESS e a UnB promovem um curso de EaD em pós-graduação?
As respostas:
a) temos alguns indicativos de situações que estão ocorrendo…”
b) “… se o MEC aprova é problema dele, nós somos contra…”;
c) ” uma coisa é a graduação, profissionais que ainda não são formados, outra é a pós-graduação que são profissionais formados…”
CONCLUSÃO - casa de ferreiro….
Os nossos representantes, contraditoriamente ao que tanto se incentiva para os nossos alunos e profissionais, julgaram, condenaram e agora estão convocando toda a categoria a aderir um processo de negação com base em “boatos” (indicativos…), e pior com base em situações episódicas. Não sei vocês mas isso é claro, se você não conhece um determinado fenômeno, não faz uma investigação e não apresenta dados consistentes, só tem um nome, PRÉ-CONCEITO, isso sim é ante ético. Se falou muito sobre qualidade, se é assim vamos por na mesa a “qualidade” dos cursos de presenciais? Como dizer que não há ética e qualidade na formação em EaD se ainda não há profissionais formados? Fala-se de precarização do ensino e da privatização da formação profissional, no auditório do evento, solicitei para que os presentes, cerca de 100 pessoas, que levantasse a mão que estava, ou havia se formado em Serviço social numa faculdade pública. Não preciso dizer que só “meia dúzia” levantou a mão... Ora, se não fosse a iniciativa privada, não teríamos nem a metade dos profissionais que temos hoje. Com isso não estou dizendo que aprovo esse processo, mas essa “denuncia” é vazia e sem sentido num país que têm só 10% no ensino superior. Temos que trabalhar com a nossa realidade, e dar qualidade ao que existe.
Vamos mudar a retórica bem como as ações. A EaD é uma estratégia, tanto para graduação como pós-graduação, não há diferença no tocante a análise pedagógica.
Estamos no século XXI, as relações sociais não estão sendo substituídas pelas máquinas, mas as tecnologias estão permitindo gerar novas formas de interação social, a EaD é uma destas possibilidades.
Vamos ficar espertos/as quanto ao que se tem escrito e as convocações sem fundamentação de nossos representantes, vamos exigir mais qualidade destas representações.
Em tempo, devemos exaltar e parabenizar o CFESS pela campanha de abertura do concurso no INSS, no referido evento foi lido um documento que confirma o concurso com cerca de 1.400 vagas. Ao meu ver esse sim é o papel do CFESS, ou uma outra campanha, que creio seria melhor e mais adequado do que sermos contra a EaD, seria o NOSSO PISO SALÁRIAL….
Um grande abraço...
Edson Marques
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 20h55
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ENQUETE

Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 00h01
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DEBATES

Na foto, Ivanete Boschetti, presidente do Conselho Federal de Serviço Social, num debate em Palmas – TO, com o tema:
Formação Acadêmica e Trabalho de Qualidade.
Por que ela odeia tanto o Serviço Social Ead?
No dia do Assistente Social, CFESS, CRESS, ABEPSS e ENESSO manifestam-se contra os Cursos de Graduação à Distância para a formação de Assistentes Sociais
O Conselho Federal de Serviço Social – CFESS; Conselhos Regionais de Serviço Social – CRESS; Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS e Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESSO, foram a público, mais uma vez, diga-se de passagem, para manifestar seus posicionamentos contrários à implementação de cursos de graduação à distância em Serviço Social.
Motivo: Alegam que os Cursos de Serviço Social se confrontam RADICALMENTE, com seus compromissos e princípios da formação profissional e colidem com os fundamentos, competências e habilidades estabelecidos nas Diretrizes Curriculares para o curso de Serviço Social.
Dessa forma, a mobilização se dá no sentido de pressionar o MEC contra a autorização da abertura de cursos de graduação à distância em Serviço Social.
Leia o documento na íntegra:
http://www.cfess.org.br/pdf/manifestograduacaodistancia15maio2008.pdf
Para os estudantes Ead que por acaso se entristeceram ou desanimaram com esse posicionamento das entidades, saibam:
Breve, muito breve, ainda irão olhar para trás e dizer, seja tendo que passar por todas as formas de discriminação, pré-conceito ou qualquer outra forma de humilhação ou subestimação para com a modalidade Ead, há de se chegar o dia de dizer: Eu fiz parte dessa luta histórica! Eu fiz parte da inserção e consolidação do Serviço Social à Distância no Brasil!
Isso é um processo irreversível. Notem! Mesmo havendo essa mobilização realizada pelos Conselhos a nível nacional nesta semana do Assistente Social, na qual se envolve palestras, eventos, debates, seminários, mesa redonda, e tudo mais. Mesmo que a pauta da vez seja o Ensino a Distância - Ead. Mesmo que todas as entidades relacionadas ao Serviço Social publiquem nota de repúdio, manifesto ou qualquer outro documento público contra o Ead, seja como for, no contexto geral, pode-se considerar que isso já foi um grande avanço.
Por que foi um grande avanço? Para se ter uma idéia, seja da forma rústica que foi, enfim, o Conselho Federal de Serviço Social, juntamente com os Conselhos Regionais, sentiram a necessidades desse sebate e abriu espaços para que isso fosse iniciado. Mesmo sendo em apenas em algumas regiões, como é o caso do Tocantins, onde ocorreu um grandioso debate (tem um post sobre isso logo abaixo), inclusive com a presidente do Conselho Nacional de Serviço Social, onde se pôde ao menos mostrar um pouco do que é o Ead, que, por sua vez, é uma modalidade conhecida por poucos, mas rejeitada por muitos.
Há de se abrir futuros espaços para maiores debates sobre esse tema. Há ainda principalmente de se propor uma análise e um estudo fundamentado sobre o assunto. Até porque, existem “milhões” de perguntas que não querem calar:
§ Qual foi o estudo/pesquisa realizado que apontou tantos defeitos e tantas falhas neste sistema a distância? Que indicador foi usado?
§ Qual a base que entidades tão bem conceituadas e respaldadas têm para se posicionarem RADICALMENTE contra ao Ead? São os princípios da formação profissional? Diretrizes curriculares? O que se faz pensar que o Ensino a Distância não segue princípios e diretrizes curriculares? Como o MEC aprovaria um curso fora das diretrizes?
§ Quais métodos foram usados pelas entidades para avaliarem com tanta propriedade (ao ponto de uma manifestação em conjunto) o Projeto Pedagógico dessas Universidades que oferecem o curso de Serviço Social a distância? Será que ao menos elas conhecem esses projetos pedagógicos?
§ Esse posicionamento contrário das entidades tem a ver com a precarização da profissão? Ou seria pelo receio da maior concorrência no mercado de trabalho?
§ Porque as entidades contrárias ao ead, em sua maioria, são contra o exame de proficiência? Pelo fato do exame não resolver o problema e apenas retardar o ingresso dos profissionais, além de gerar custos para os Conselhos (como colocou a presidente do Conselho Federal)? Ou seria receio de algumas Assistentes Sociais já registradas nos CRESS não passarem na prova?
§ Se fala tanto no Código de Ética... Porque não se tem ética quando se trata das falácias sobre algo pré conceituado e precocemente taxado como inviável e prejudicial como é o caso do ead? ? Porque não se tem ética quando se julga algo ou levanta falso daquilo que nem ao menos se conhece de fato?
§ Porque o tema escolhido para as comemorações do Dia do Assistente Social foi trabalho e formação profissional e na mesma data se lançou um manifesto contrário a uma modalidade que, mesmo sendo redundante citar novamente, É DESCONHECIDO POR UMA MAIORIA DE PROFISSIONAIS QUE, PIOR DO QUE TEREM MEDO DE DESAFIAR E CONHECER O NOVO, SÃO LEVADOS POR UM PENSAMENTO CONJUNTURAL E AO MESMO TEMPO REDUCIONISTA?
Enfim! São muitos os questionamentos... Como também devem ser muitos os questionamentos das entidades. Todavia, se posicionar contrário ao desconhecido, mais do que uma manifestação de direito enquanto entidades, é sinônimo de desrespeito e demagogia àquilo tudo que a categoria preza. Não se deve rejeitar aquilo que não se conhece de fato. É preciso conhecer para somente depois intervir. Ao menos é isso que eu tenho aprendido no curso de Serviço Social a distância da Unitins... E me corrijam se estiver errada...
Feliz dia dos Assistentes Sociais! Espero que esta memorável data seja lembrada para além de um dia de manifestos e posicionamentos contrários, seja por qual razão for! Que esta data seja lembrada pelo principio de igualdade de direitos conquistados, direitos esses que todos os cidadãos e entidades têm de manifestar sua opinião, como fez o CFESS, CRESS, ABEPSS e ENESSO; e, como fez diversos estudantes, como eu, Paula, Déborah, Lílian, Ana Paula, Deise, Lucélia, Pedro, Ana Maciel, Emerson, Nice, João, Cícero, dentre outros, bem como também fizeram alguns docentes - destaque para os professores da Unitins - dos cursos à distância, que, estando indignados, subestimados e até mesmo em algumas ocasiões, humilhados, sentiram na pele a dor desse processo de absorção do “novo”, porem mesmo assim não deixaram de se posicionar e contribuir, de forma positiva e propositiva, nos diversos debates realizados nas diversas regiões do nosso país de dimensões continentais, onde, graças às tecnologias, pode-se fazer um intercâmbio, contato, bem como encurtamento das distâncias.
Parabéns pelo Dia dos Assistentes Sociais!
Como diz o lema:
Serviço Social na Luta Sempre!
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 22h43
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DEBATE

Acadêmicos da primeira turma de Serviço Social à distância comungam de uma mesma dor:
A DOR DA DISCRIMINAÇÃO E DO REPÚDIO DE ALGUNS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO SOCIAL QUANDO SE TRATA DE SE DISPONIBILIZAREM PARA SUPERVISIONAR UM ESTUDANTE TELE-PRESECIAL NO PROCESSO DE ESTÁGIO.
Através de e-mails e mensagens que tenho recebido via digital, vozes da Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Piauí, Maranhão, Rio de Janeiro, enfim, comungam de uma só dor: A dor do preconceito contra alunos Ead.
Nota-se que a maioria dos estudantes à distância tem levado um “NÃO” de Assistentes Sociais quando sondam com esses uma suposta orientação e/ou campo para estágio. Têm-se informações de que alguns profissionais do Serviço Social estão se organizando e se reunindo para não receber estagiários Ead. Alguns alegam que não concordam com as normas da Unitins, outros dizem não concordar com o processo de estágio ou mesmo com o conteúdo do curso Ead ou apenas repudiam a modalidade sem mais explicações!
São desculpas das mais diversas. Isso, porque de acordo com a Lei que regulamenta a profissão, os Assistentes Sociais não são obrigados a supervisionar alunos em estágios, mas nem por isso, pode-se lançar mão desse direito para de alguma forma discriminar ou subestimar estudantes pelo simples fato desses cursarem uma modalidade diferente.
É impressionante que uma profissão que tem por primazia a inclusão social, não possa colaborar com essa inclusão na área da educação. O que pensam os profissionais do Serviço Social quando se opõem a orientar um aluno pelo fato dele ser do ensino à distância? Quer dizer então que quem não dispõe de muito tempo ou quem não tem dinheiro suficiente ou mesmo mora longe das grandes cidades que têm faculdades presenciais não pode estudar?
Além de preocupante, essa realidade é triste, essa realidade dói! Eu pessoalmente quero declarar aqui que sinto muito por todos que têm enfrentado esse tipo de resistência e menosprezo. E reafirmo: estou NA LUTA COM TODOS VOCÊS!
Na oportunidade, mesmo como forma de um mínimo conforto que seja, quero compartilhar uma vitória minha com vocês:
Fiz o concurso público para estagiário com remuneração no Fórum, mais especificamente na CEPEMA – Central de Penas e Medidas Alternativas, de cerca de 80 candidatos entre presencias e uma minoria tele-presencial dos cursos de Serviço Social, Direito e Psicologia, apenas eu; notem, apenas eu, ESTUDANTE EAD, passei do curso de Serviço Social. São em processos assim, que não se consegue enxergar a mínima discrepância entre um acadêmico presencial ou telepresencial. Somos todos iguais, mas com uma diferença: o compromisso de cada um.
Dessa forma, cabe aqui uma reflexão:
Não é a modalidade (presencial ou tele-presencial) que faz os alunos. E sim o interesse de cada um desses estudantes pelo curso que faz!
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 23h07
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EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA OU SEM DISTÂNCIA?
ESCRITO PELO PROFESSOR JOÃO NUNES, O ARTIGO ABAIXO É DE SUMA IMPORTÂNCIA E COMUNGA COM O INTERESSE DA MAIORIA DOS LEITORES DESTE BLOG.
Educação à distância ou sem distância?
João Nunes da Silva, Mestre em Sociologia e especialista em Metodologias e linguagens em EAD, professor da Unitins. Jnunes7@uol.com.br
“Os computadores são professores do futuro.Mas cuidado! Não fazem nada se não tiverem um bom professor ao lado, emprenhando-os de idéias” (Darcy Ribeiro, em Confissões)
Inicio este artigo com esse título para tratar da educação à distância, ou EAD. Esse termo, acredito, não corresponde, até mesmo porque trata-se de um tipo de sistema de ensino e aprendizagem que, decididamente, encurta as distancias.
Não é de hoje que se têm formas de educação, cuja característica central é o fato de permitir ao estudante um processo de aprendizagem sem necessariamente exigir a presença exclusiva do estudante numa sala de aula com todo o rigor já conhecido por todos. Quem não conhece o Sistema do Instituto Universal brasileiro? Esse Instituto tem desenvolvido uma metodologia de ensino baseado em apostilas ou cadernos de conteúdos e instrumentos profissionais os quais são enviados pelo Correio para as residências dos diversos cantos do País.
Igualmente, outras formas de ensino desenvolvidas por meio de rádios e de televisão não são de hoje: telecursos, programas de educaçao radiofônicas, entre outros. Atualmente o sistema de Educação a distancia vem ganhando cada vem mais espaços e, por sua vez, atraindo um grande contingente de estudantes; trata-se da Educação telepresencial e online, principalmente de Ensino Superior, tanto de graduação como de pós graduação.
Já é possível fazer mestrado a distancia, como é o caso da Uned – Universidade de Educação a distancia da Espanha, que oferece vários cursos de graduação e de pós. Em vários países já encontramos uma variedade de escolas e universidades que desenvolvem a educação a distancia, por meio de sistemas que incluem a Internet, apostilas, televisão e rádio, cds, dvds.
Nesse sistema de Educação a distancia as aulas tanto podem ser telepresenciais, como também serem gravadas e veiculadas pela Internet, ou outra forma de mídia eletrônica.
Procura-se cada vez mais o aprimoramento do sistema no sentido de integrar todas as formas de mídias existentes para favorecer a comodidade, a eficiência e a qualidade no que diz respeito à educação.
O principal atrativo para esse tipo de educação é, sem dúvida, o fato de poder estudar sem precisar freqüentar diariamente uma sala de aula. São vários os motivos pelos quais uma grande quantidade de estudantes se destina a estudar por meio do sistema EAD. Podemos citar, por exemplo: a) não precisar sair de casa, b) preços mais baixos das mensalidades, c) flexibilidade quanto ao tempo ou horário para os estudos, d) orientação continua dos professores e equipe de profissionais para atendimento via e-mails, chats, fóruns, interatividade por meio de perguntas e repostas via ou telefone sistema de atendimento virtual com programas específicos. São, portanto, vantagens oferecidas que se apresentam praticamente impossíveis de serem recusadas.
Mas, evidentemente, que, assim como acontece no sistema presencial, problemas existem, bem como, criticas não faltam. Acontece, porém, que a educação como um todo precisa ser melhorada; isso não só no Brasil, mas em vários paises, especialmente os do chamado Terceiro Mundo.
As criticas quanto à educação no sistema a distancia se colocam, em grande medida, em função do rápido crescimento e da massificação, uma vez que um grande contingente de pessoas são atraídas pela EAD muito mais pela comodidade do que pela aprendizagem e o conhecimento de fato. Em outros termos, estou me referindo a uma educação mercantilizada, conforme denunciam os mais críticos.
Não deixa de ser verdade, em parte, criticas desse tipo; digo em parte pelo fato de se perceber a existência de um grande número de instituições de ensino superior que se constituem muito mais como uma empresa comercial de educação do que preocupada como uma educação de fato, voltada para propiciar o senso critico, a reflexão e a capacidade de discussão. Tal fato não acontece somente em casos da EAD, mas em grande parte de faculdades particulares. Assim, podemos inferir que a questão não é o ensino a distancia, mas a educação como um todo, isto é, como se concebe e se trata a educação.
Vejo, de forma geral, que é necessário esclarecer alguns mitos que, por sua vez, surgem na discussão em torno da EAD. Destaco pelo menos três grandes mitos: 1) acreditar que a educação a distancia vai acabar com a presencial, 2) ver na educação a distancia uma um sistema sem qualidade, e 3), acreditar que a educação a distancia pode isolar muito mais o estudante em relação ao demais e afastar qualquer possibilidade de conhecimento.
São mitos os destacados anteriormente até mesmo porque na educação presencial o fenômeno da massificação, especialmente com o crescimento das faculdades particulares, tem levado determinadas pessoas a terem a educação como um verdadeiro comercio, a ponto de uma pessoa passar num vestibular sem saber ler, como já foi constatado em uma das faculdades no Rio de Janeiro, há pouco tempo atrás. Desta feita, não é por ser EAD que não possui qualidade.
Acreditar que a EAD vai acabar com a presencial é, no mínimo, uma ingenuidade; isto porque EAD tem seu lugar em função das demandas da sociedade e das diversas realidades onde uma boa parte dos municípios não possuem faculdades presenciais, o que obriga uma grande quantidade de jovens deixarem suas cidades para estudarem nas capitais, onde se concentra a maior parte das instituições de ensino superior.
Quanto a acreditar que a educação a distancia pode isolar muito mais o estudante em relação ao demais e não propiciar condições para o conhecimento, isto não corresponde, tendo em vista que, se analisarmos minuciosamente, a educação a distancia, feita com responsabilidade e comprometida com o conhecimento critico e reflexivo, pode propiciar uma aproximação muito maior dos estudantes por meio de interações propiciadas pela plataforma EAD, como fóruns, chats, e-mails, grupos de discussão, blogs, entre outras possibilidades, que permitem uma constante interação.
A ausência física na EAD não é razão para afastar, mas sim para aproximar muito mais, visto que a comunicação se dá de diversas formas e em qualquer momento. A formação de grupos de discussão, por exemplo, facilita bastante a vida dos estudantes para um maior aproveitamento da matéria. Por outro lado, têm-se exemplos de discussões presenciais, isto por meio de encontros combinados, palestras e teleconferências.
No Tocantins, destacamos o modelo de educação a distancia desenvolvido pela Unitins por meio do sistema telepresencial, ambiental virtual de aprendizagem –AVA – que congrega diversas mídias: vídeos, textos, tv, além de material didático apostilado e da equipe de três professores para cada disciplina, formada por mestres e doutores em sua maioria; isto permite uma educação que oferece qualidade de fato e um maior aproveitamento por parte do estudante que quer aprender de verdade.Esse modelo de educação se estende às diversas regiões do país.
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Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 11h11
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DEBATE
Secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
Dom Dimas, no lançamento da Campanha da Fraternidade 2008.
Sobre o aborto...
CNBB quer impedir aprovação de projetos de lei que descriminalizam o aborto
A Campanha da Fraternidade de 2008, lançada ontem, 6, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não quer somente defender a vida, tema deste ano, mas também impedir que o Congresso Nacional aprove projetos de lei que descriminalizam o aborto no país. É o que afirma o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa.
“Nós queremos focar nossa ação agora é contra projetos de lei que estão em andamento no Congresso Nacional, e que, de certa maneira, descriminalizam o aborto até os nove meses de gestação e em muitas outras circunstâncias também”, afirmou.
Segundo dom Dimas, a Igreja Católica quer dificultar especialmente a aprovação do Projeto de Lei 1135/91, parado na Câmara dos Deputados há 16 anos, que retira do Código Penal o artigo que pune a mulher que fizer um aborto com detenção de até três anos.
Num segundo momento a Igreja Católica pretende reforçar as ações que apóiam mulheres que decidem levar adiante uma gravidez indesejada, mesmo em caso de estupro, fetos anencéfalos e risco de vida para a mãe. Como exemplo, o secretário-geral lembrou a história da santa Gianna Beretta Molla, canonizada pelo papa João Paulo II em 2004. A médica italiana morreu aos 39 anos porque optou por levar uma gravidez de risco adiante a praticar um aborto.
“Eu mesmo já pude acompanhar mães que provocaram aborto, porque médicos chegaram e disseram “ou você tira a criança ou vão morrer os dois”. Depois ela sofre as conseqüências depressivas da sua vontade de ser mãe que lhe foi negada naquele momento. Quando a mãe é amparada, psicologicamente, espiritualmente, são raríssimas aquelas que continuam com a intenção de tirar a criança”, assegurou dom Dimas.
Questionado se a igreja vai tentar retirar da legislação os dois casos em que o aborto não é penalizado (estupro e risco de vida para a mãe), o secretário disse que não exclui essa ação de seu horizonte, mas que a curto prazo, a preocupação da igreja estará voltada aos projetos que querem ampliar a descriminalização do aborto.
Dom Dimas lembrou ainda que há projetos no Congresso que apóiam o direito à vida, como o que cria o Estatuto do Nascituro.
“Graças a Deus há alguns projetos muito interessantes que precisam do nosso apoio, que são projetos de reconhecimento dos direitos, como o Estatuto do Nascituro, que amplia os direitos da própria gestante aos serviços públicos de saúde”, lembrou.
Dom Dimas também se posicionou contrário à realização de um plebiscito sobre o aborto no país. “Existem certos temas que são inegociáveis e a vida humana é um deles. Não é a maioria ou uma minoria que vão ditar determinados valores. Agora, se for necessário para realmente barrar iniciativas de determinados grupos fortes e mais ainda de interesses internacionais, sem dúvida alguma, uma mobilização popular se torna importante. Eu admito a possibilidade, mas não vejo necessidade nesse momento.”
No próximo dia 20 de fevereiro, será realizado em Brasília o 1º Encontro Brasileiro de Legisladores e Governantes pela Vida. O encontro será promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida, que reúne 210 parlamentares.
Atualmente, tramitam no Senado Federal três projetos de lei sobre o aborto: o 183/04, que inclui entre os permitidos os casos em que o feto se desenvolve sem cérebro (anencéfalo); o 227/04, que retira a punição dos casos de aborto de fetos anencéfalos; e o 312/04, que retira do Código Penal a interrupção de gravidez como crime.
Na Câmara dos Deputados, 19 propostas tratam diretamente do assunto (ao todo, são 141 itens). Sete delas são contra o aborto e pedem a revogação dos direitos já garantidos (como nos casos de estupro ou risco de morte para a mãe) ou a tipificação do aborto como crime hediondo. Nove projetos são favoráveis ao aborto em casos específicos e um deles pede a descriminalização total.
O Projeto de Lei 1135/91, que espera votação na Câmara há 16 anos, retira do Código Penal o artigo que pune a mulher com detenção nos casos de aborto. Entre os mais recentes, o 478/07 cria o Estatuto do Nascituro: de autoria do deputado Luiz Bassuma (PT-BA), proíbe a manipulação, o congelamento, o descarte e o comércio de embriões humanos.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o aborto é a quarta causa de óbito materno no país e a curetagem (procedimento de raspagem uterina feita após abortos), o segundo procedimento obstétrico mais praticado no Sistema Único de Saúde (SUS), superado apenas pelos partos. O ministério também estima que 31% das gestações terminam em aborto, o que daria aproximadamente 1,4 milhão de casos, entre espontâneos e provocados.
De acordo com a organização não-governamental Rede Feminista de Saúde, são realizados a cada ano cerca de 220 mil procedimentos de curetagem pós-aborto na rede pública de saúde e aproximadamente 2 mil abortos legais. Os casos permitidos pela legislação são apenas os decorrentes de violência sexual ou risco de vida para a gestante.
Estudo divulgado em maio pela Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF, na sigla em inglês) apontou o Brasil como responsável por 1 milhão de procedimentos de interrupção de gravidez a cada ano, de forma insegura. E revelou que a média brasileira em 2006 foi de 2,07 abortos induzidos por cada cem mulheres.
Fonte: AE e RB
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 16h59
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DEBATE EAD
Discriminação, senti na pele...
Por Michelle Carneiro
Acadêmica de Serviço Social Unitins / Eadcon
Palmas – TO
Não consegui esperar até amanhã para este post. Nem sei se deveria postá-lo. No entanto, mesmo que seja como uma forma de desabafo lá vai...
Ontem, sábado, às 14h, participei da Assembléia Extraordinária que instituiu o CRESS 25ªR/TO. Agora o Estado do Tocantins não pertence mais ao CRESS 19ªR de Goiás, como era antes... Notei que apenas eu, ALUNA À DISTÂNCIA, estava presente como acadêmica. Nenhum ALUNO PRESENCIAL participou desse marco histórico da nossa categoria aqui no Estado do Tocantins
Todavia, fui discriminada por cursar Serviço Social na modalidade à distância, como se sabe. A conversa ia bem até me perguntarem se eu era acadêmica da Ulbra (modalidade presencial aqui em Palmas – TO) ou se eu era acadêmica “daquelas lá” (modalidade à distância). Quando eu respondi que era “daquelas lá”, mais precisamente da Unitins... Nossa... Já imaginam né? As expressões faciais foram nítidas. Simplesmente fui ignorada! Acabou o assunto, acabou a descontração, acabou a minha empolgação de participar e assimilar informações de um momento tão importante como foi essa Assembléia, enfim. No desnorteio, fui embora. Saí de lá sentindo na pele a dor do preconceito e da discriminação. Saí de lá também entendedora de que praticamente todos os profissionais da categoria, ativos junto ao CRESS, abominam a modalidade de ensino à distância.
Passado o transtorno fiquei me questionando... Ao invés “deles” me discriminarem, poderiam ter usado de um olhar investigativo situacional onde se indagassem do porque, numa situação tão importante, pouquíssimos profissionais da área compareceram (cerca de 50 apenas) e também do desinteresse dos acadêmicos presenciais, pois como disse, não tinha nenhum lá.
Ora por favor! Antes de tudo, isso é uma injustiça.
Diante do desinteresse dos próprios profissionais e também dos acadêmicos presenciais, no mínimo, minha presença enquanto acadêmica, seria digna de um olhar menos preconceituoso e até especulador, visto meu interesse pela causa.
Ser discriminada por pessoas que tiveram uma formação voltada para a defesa dos direitos, sem discriminação por cor, raça, etnia, religião, sexualidade, e porque não dizer, por modalidade de ensino, é dose!
Contudo, uma coisa é certa (até falei isso pra uma Assistente Social lá), sinto-me no direito de participar de todos os tipos de eventos em nossa área simplesmente pelo fato de ser acadêmica. Não é o preconceito da categoria que vai mudar minha opinião. Serei prova viva de que a Ead dá certo para quem tem comprometimento. Como em qualquer outra modalidade.
Isso "eles" terão que engolir. Minha luta será incessante na construção de um espaço profissional e do devido respeito enquanto tal.
Escrito por INFORMATIVO SOCIAL às 02h29
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